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Palit desmente fim da Galax e afirma que marca de placas de vídeo "não vai a lugar nenhum"

Controladora confirma que especulações sobre saída do mercado são infundadas, mas admite mudanças na gestão como parte de uma iniciativa para integrar operações e melhorar eficiência.

Na noite de terça-feira, 28 de abril, as redes sociais e a imprensa de tecnologia foram tomadas por uma informação alarmante: a Galax, conhecida parceira da NVIDIA e responsável pela linha entusiasta Hall of Fame, estaria fechando as portas. A origem do boato foi um vídeo publicado por Ronaldo Buassali, representante do Teclab e do braço brasileiro da Galax, que afirmou ter sido pego de surpresa pelo encerramento das operações da marca. A declaração, que parecia ser a primeira manifestação oficial da empresa em todo o mundo, rapidamente foi interpretada como um adeus global à fabricante de placas de vídeo.

A repercussão foi imediata tanto na mídia nacional quanto na internacional. Em poucas horas, sites e perfis especializados repercutiam o suposto “fim da Galax”, sem distinguir se a decisão afetava apenas o mercado brasileiro ou toda a operação global. A confusão se ampliou justamente porque a Galax não havia se pronunciado em nenhum outro canal até aquele momento.Horas depois, a Palit, grupo que controla a Galax há quase duas décadas, emitiu um comunicado oficial classificando os relatos como infundados. A nota foi categórica ao afirmar que “ao contrário das recentes especulações que sugeriam uma saída do mercado de placas de vídeo, o Palit Group e a GALAX confirmam formalmente que tais relatos são infundados”. O texto seguiu reforçando que o compromisso com o desenvolvimento, a produção e o suporte ao hardware de alto desempenho permanece inalterado.

A Galax também se pronunciou em seu site oficial, confirmando a continuidade das operações e acrescentando um detalhe importante: houve uma “gestão unificada” com a Palit. A mudança foi descrita como parte de uma iniciativa para melhorar a eficiência operacional e a sinergia entre departamentos, o que explica a reestruturação interna que gerou o mal-entendido inicial. Marcas consagradas como HOF e KFA2 seguem disponíveis no mercado, e o plano de desenvolvimento de produtos está mantido conforme o previsto.

Galax, Palit e o futuro no mercado brasileiro

O episódio expôs uma dinâmica regional que muitas vezes escapa à cobertura internacional. No Brasil, a Galax construiu uma reputação sólida não apenas pelos produtos de alto desempenho, mas também pelo suporte técnico local, incluindo serviços de RMA elogiados por consumidores. A parceria com o Teclab gerou projetos de grande repercussão entre entusiastas, como a criação experimental de uma “RTX 4090 brasileira”. O braço local sempre operou com visibilidade própria, o que explica por que o vídeo de Buassali foi interpretado como um anúncio oficial de encerramento global — quando, na realidade, refletia apenas uma reação imediata a mudanças internas na gestão.

Com a reorganização administrativa, a Palit assume um controle mais direto sobre as operações da Galax, sem que as marcas comerciais desapareçam do mercado. Para o consumidor final, a garantia é de que as placas de vídeo seguirão disponíveis, os projetos de desenvolvimento continuam em andamento e o suporte permanece ativo. O desmentido oficial enterra os rumores, mas deixa à mostra como movimentos internos de reestruturação em grandes grupos de hardware podem gerar barulho desproporcional quando a comunicação não é coordenada globalmente desde o primeiro minuto.

Fonte
Galax

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