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Ferrari revela o Luce, seu primeiro carro totalmente elétrico

Modelo de quatro portas e cinco lugares foi apresentado em Roma e inaugura a era elétrica da marca italiana.

A Ferrari entrou oficialmente na era elétrica. A marca de Maranello apresentou o Luce, seu primeiro veículo totalmente elétrico, no icônico Vela di Calatrava, em Roma — mesma cidade onde a Ferrari conquistou sua primeira vitória na história, em 1947, com a 125 S pilotada por Franco Cortese. O local não foi escolhido por acaso: o Luce é o movimento mais simbólico da empresa desde aquele dia.

Luce foi projetado como Ferrari, e não como elétrico

O nome “Luce” significa luz, e a Ferrari diz que o modelo foi concebido para iluminar uma nova direção para a marca. A engenharia foi feita inteiramente em Maranello, incluindo motores elétricos, bateria e sistemas de software. O projeto gerou mais de 60 novas patentes. O design foi criado em colaboração com o coletivo LoveFrom, liderado por Jony Ive e Marc Newson, que trabalhou junto com a equipe de design da Ferrari chefiada por Flavio Manzoni. O resultado é uma linguagem visual inédita que preserva o caráter Ferrari.

Ferrari Luce soma as curvas da marca com design futurista dos EVs

A carroceria de quatro portas e cinco lugares é inédita na história da marca, possível graças à plataforma elétrica dedicada. A carroceria tem foco obsessivo em pureza aerodinâmica: a cabine de vidro se estende abaixo da linha de cintura, criando uma aparência de concha, enquanto asas aerodinâmicas flutuantes se integram à carroceria. Os painéis de luz dianteiros e traseiros são transparentes quando desligados, e as lanternas traseiras em formato de halo homenageiam clássicos como a 360 Modena e a 458 Italia. A Ferrari também instalou no Luce as maiores rodas escalonadas já usadas em um carro de produção da marca: 23 polegadas na dianteira e 24 polegadas na traseira.

Desempenho de Ferrari e peso de SUV

O Luce pesa 2.260 kg, mas entrega números de supercarro. São quatro motores elétricos síncronos de ímã permanente, derivados da tecnologia do F80, que produzem 1.050 cv combinados. A aceleração de 0 a 100 km/h leva 2,5 segundos, e os 200 km/h chegam em 6,8 segundos. A velocidade máxima supera 310 km/h. A autonomia é de mais de 530 km.

A arquitetura elétrica opera em 800 volts, com uma bateria estrutural de 122 kWh desenvolvida integralmente em Maranello. O carregamento rápido suporta até 350 kW, e a Ferrari afirma que a eficiência da eletrônica de potência supera 98%. O sistema de controle de torque é um dos mais avançados já colocados em um carro de produção: cada roda tem atuadores independentes de tração, regeneração, ângulo de direção e movimento vertical, permitindo distribuição de torque em tempo real com precisão excepcional.

Como fica o som do motor?

A Ferrari rejeitou a ideia de gerar ruído artificial para o Luce. Em vez disso, o sistema capta vibrações e frequências dos componentes mecânicos do carro por meio de acelerômetros de precisão, processa e amplifica esses sons para criar o que a empresa descreve como uma trilha sonora autêntica e funcional. O motorista pode ajustar o perfil sonoro usando o e-Manettino e as borboletas no volante, indo de uma operação quase silenciosa a um caráter mais expressivo.

Por dentro do primeiro carro elétrico da Ferrari

O Luce é também o carro de estrada mais aerodinamicamente eficiente da história da Ferrari, com o menor coeficiente de arrasto já registrado pela marca. As grades aerodinâmicas ativas otimizam o resfriamento e a eficiência, enquanto a suspensão pode baixar a dianteira em 10 mm em velocidade para melhorar o fluxo de ar. O chassi combina peças fundidas ocas, extrusões de alumínio e componentes estruturais leves, com a carcaça da bateria contribuindo significativamente para a rigidez. A Ferrari afirma que a estrutura melhora a rigidez à flexão em mais de 25% e a rigidez torcional em 35% em comparação com modelos anteriores de quatro portas da marca. O uso extensivo de alumínio reciclado reduz as emissões de CO₂ relacionadas à produção em cerca de 70% em relação ao peso total do veículo. O interior combina alumínio anodizado reciclado, Corning Gorilla Glass e couro fino com telas desenvolvidas pela Samsung e controles físicos, além de um sistema de áudio assinado pela Ferrari com 21 alto-falantes e 3.000 watts.

Fonte
Electric Cars Report

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