Duracell entra no mercado de recarga rápida de carros elétricos
Fabricante de pilhas e baterias estreia no setor de infraestrutura para veículos elétricos com meta de 100 estações e 500 pontos de recarga até 2030.

A Duracell vai entrar no mercado de recarga de veículos elétricos, mas por enquanto apenas no Reino Unido. A marca, conhecida pelas pilhas alcalinas e baterias de lítio, anunciou a criação da rede Duracell E-Charge, que será operada pela The EV Network e terá a plataforma de software da Driivz como cérebro da operação. A escolha revela que a Duracell quer competir com as redes já estabelecidas apostando em alta disponibilidade, preços simples e uma experiência consistente para o motorista.
A pareceria da Duracell com a Driivz
A Driivz, empresa israelense adquirida pela Vontier, fornece uma plataforma de gerenciamento para operadores de pontos de recarga. O software cobre faturamento preciso, liquidação financeira, conectividade de roaming, monitoramento em tempo real dos carregadores e diagnóstico remoto de falhas. Mark Bloxham, diretor-gerente da Duracell E-Charge, afirmou que a parceria dá à empresa a capacidade de escalar rapidamente mantendo controle, desempenho e eficiência comercial conforme a rede cresce.
A plataforma também oferece recursos de roaming OCPI, que permitem à rede se conectar a outros aplicativos e serviços de recarga, aumentando o uso das estações e a receita. A Driivz fornecerá um aplicativo próprio e um portal web para a Duracell E-Charge, onde os motoristas poderão localizar carregadores, iniciar sessões, pagar e acessar histórico de recargas e faturas detalhadas.
Planos de expansão da Duracell E-Charge para o resto do mundo
A meta inicial é alcançar pelo menos 100 estações de recarga e 500 pontos de carregamento até 2030 no Reino Unido. A Duracell também tem planos para os Estados Unidos, que devem ser detalhados até o final de 2026. A entrada de uma marca de consumo tão conhecida no mercado de infraestrutura de recarga é um sinal de que o setor está atraindo players que antes atuavam em segmentos completamente diferentes, mas que enxergam na eletrificação uma extensão natural de seus negócios de energia portátil. O Brasil continua um país em que as marcas grandes ainda não se expandiram, mesmo que a BYD tenha se expandido bem na eletrificação da frota nacional.



