Mobilidade

Vendas de carros elétricos e híbridos atingem 61,4% na China em abril, recorde histórico

Pela primeira vez, mais de seis em cada dez veículos novos vendidos no mercado chinês são de nova energia. Montadoras tradicionais que dependem de motores a combustão perdem espaço em ritmo acelerado.

A China acaba de cruzar uma barreira simbólica. Em abril de 2026, 61,4% de todos os veículos novos vendidos no país eram de nova energia, um termo que engloba elétricos puros, híbridos plug-in e veículos com autonomia estendida. É a primeira vez na história que o mercado chinês registra penetração superior a 60% em um único mês. O número confirma que os veículos com motor a combustão estão se tornando rapidamente a minoria no maior mercado automotivo do mundo.

O que está por trás desse recorde de carros elétricos?

A taxa de penetração de 61,4% não é um ponto fora da curva, mas a aceleração de uma tendência que já vinha se desenhando. A China responde por mais da metade das vendas globais de veículos elétricos e híbridos, e o mercado local é impulsionado por uma combinação de fatores: subsídios governamentais que favorecem carros de nova energia, restrições de circulação para veículos a combustão em grandes cidades e uma oferta cada vez mais diversificada de modelos acessíveis.

Fabricantes como BYD, que já vende exclusivamente veículos híbridos e elétricos, e marcas como Xiaomi, Nio e Geely disputam o consumidor chinês com preços que as montadoras tradicionais têm dificuldade de igualar. A BYD sozinha responde por uma fatia expressiva desse mercado, mas o crescimento também é puxado por dezenas de concorrentes que lançam dezenas de novos modelos a cada trimestre.

A mudança silenciosa no mercado dos motores a combustão

O outro lado da moeda é a derrocada das vendas de veículos com motor a combustão interna. Montadoras que historicamente dominavam o mercado chinês, como Volkswagen, General Motors e Toyota, enfrentam quedas consecutivas de participação. Carros a gasolina que antes lideravam as listas de mais vendidos agora são superados por híbridos plug-in e elétricos puros na mesma faixa de preço.

A rapidez da transição preocupa fabricantes que ainda dependem de plataformas de combustão para gerar receita. A Volkswagen, por exemplo, já anunciou planos de lançar mais de 20 modelos eletrificados na China até 2030, mas a perda de mercado nos últimos meses mostra que o tempo para reagir está cada vez mais curto. O dado de abril reforça que a eletrificação do mercado chinês não é mais uma previsão de longo prazo: é o presente, e está se consolidando mais rápido do que a maioria dos analistas esperava.

Fonte
Car News China

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