Intel Serpent Lake com GPU NVIDIA RTX chega no primeiro trimestre de 2028
SoC de alto desempenho para notebooks e portáteis combina núcleos Copper Shark e Golden Eagle com GPU Rubin

A Intel e a NVIDIA devem lançar os primeiros SoCs Serpent Lake equipados com GPU RTX da NVIDIA no primeiro trimestre de 2028, de acordo com informações do roadmap interno da Intel reveladas pelo leaker Erdi Özüağ. O produto representa o primeiro fruto concreto da parceria de US$ 5 bilhões anunciada pelas empresas em setembro de 2025. O Serpent Lake é um ramo especializado da família Titan Lake e foi projetado para competir diretamente com as soluções Halo da AMD, especialmente a linha Strix Halo.
Arquitetura híbrida combina núcleos Copper Shark e Golden Eagle
O Serpent Lake será construído sobre uma arquitetura híbrida que combina núcleos de alto desempenho (P-cores) Copper Shark com núcleos de alta eficiência energética (E-cores) Golden Eagle. A configuração prossegue a filosofia de design iniciada com a família Alder Lake e refinada ao longo das gerações seguintes.
O SoC deve incluir 16 núcleos de eficiência e uma grande GPU integrada baseada na arquitetura NVIDIA RTX Rubin. A combinação visa entregar desempenho gráfico equivalente ao de placas de vídeo dedicadas de entrada, mas dentro de um único pacote. A integração dos tiles de CPU (fornecidos pela Intel) e de GPU (fornecidos pela NVIDIA) será feita por meio das tecnologias avançadas de empacotamento Foveros e EMIB da Intel. Essas técnicas permitem empilhar e conectar múltiplos chiplets em um único pacote com alta largura de banda e baixa latência.
GPU NVIDIA Rubin pode equipar o SoC
Considerando o lançamento previsto para 2028, o mercado estima que o Serpent Lake utilizará a arquitetura NVIDIA Rubin ou uma versão Rubin-Next. A arquitetura Rubin da NVIDIA deve ser revelada em 2027. Caso o cronograma se confirme, será a primeira vez que uma GPU RTX da NVIDIA será integrada nativamente a um processador que não é de sua própria fabricação.
O nível de configuração da GPU ainda não foi especificado. No entanto, especulações apontam que o Serpent Lake pode oferecer recursos equivalentes aos da série RTX 60, incluindo suporte completo ao DLSS da NVIDIA, ray tracing acelerado por hardware e desempenho de IA de ponta. Isso tornaria os notebooks e portáteis equipados com o Serpent Lake capazes de rodar jogos AAA e cargas de trabalho de IA local sem a necessidade de uma GPU discreta.
O Serpent Lake foi projetado para atender a três segmentos principais: estações de trabalho de inteligência artificial, notebooks finos e leves de alto desempenho, e consoles portáteis para jogos que exigem qualidade de imagem superior.
O público-alvo do SoC corresponde diretamente ao da linha Strix Halo da AMD, que atualmente domina o segmento de APUs de alto desempenho para dispositivos móveis. A chegada do Serpent Lake ao mercado promete acirrar a competição nesse nicho. Empresas fabricantes de notebooks e portáteis terão à disposição uma alternativa baseada na combinação do melhor dos dois mundos: os núcleos x86 da Intel e a tecnologia gráfica da NVIDIA.
Contexto da parceria Intel-NVIDIA
A parceria entre Intel e NVIDIA foi oficializada em setembro de 2025 com um investimento de US$ 5 bilhões da NVIDIA na Intel. O acordo prevê que a Intel fabrique SoCs x86 personalizados que integram chiplets de GPU RTX fornecidos pela NVIDIA. Os Socs resultantes dessa colaboração alimentarão uma ampla gama de PCs que demandam a integração de CPUs e GPUs de classe mundial. Além dos produtos para PCs, a parceria também abrange o desenvolvimento de CPUs Xeon personalizadas para data centers, que a NVIDIA incorporará em suas plataformas de infraestrutura de IA.
As empresas combinaram suas respectivas expertises: a Intel contribui com o design de CPU e a tecnologia de empacotamento avançado, enquanto a NVIDIA fornece o design da GPU e a tecnologia de interconexão NVLink. O acordo também inclui acesso aos nós de processo mais avançados da Intel, como o Intel 14A.
Ainda não há informações sobre a disponibilidade do Serpent Lake no mercado brasileiro. Historicamente, notebooks equipados com processadores de ponta chegam ao país com alguns meses de atraso em relação ao lançamento global. O preço desses dispositivos no varejo nacional tende a ser significativamente superior ao praticado no mercado externo devido a impostos de importação e margens de distribuição.




