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Apple M7 deve chegar em 2027 com foco em IA local

Versão básica do chip terá 240 GB/s de largura de banda e será fabricada em 2 nm pela TSMC. Apple deve pular M6 Pro e M6 Max para acelerar transição da linha para o novo chip.

A Apple planeja lançar o chip M7 no primeiro semestre de 2027, com uma atualização significativa na largura de banda da memória unificada. De acordo com informações da Bloomberg, o SoC terá 240 GB/s de largura de banda, um aumento de 56% sobre os 153 GB/s do M5 básico. O movimento faz parte de uma reestruturação mais ampla da linha de chips da Apple, que deve pular as versões M6 Pro e M6 Max para acelerar a chegada do M7 ao mercado.

M7 prioriza IA local e mantém vantagem sobre o M5 básico

O M7 será fabricado no processo de 2 nanômetros da TSMC, o que pode permitir clocks mais altos e ganhos em desempenho single-core e multi-core. O foco principal do chip, no entanto, está no processamento de inteligência artificial local. A largura de banda de 240 GB/s deve reduzir gargalos na execução de modelos de linguagem de grande escala diretamente no dispositivo. Apesar do avanço, o M7 ainda fica atrás do M5 Pro, que tem 307 GB/s de largura de banda. O M5 básico também tem limite de 24 GB de memória unificada, enquanto a capacidade máxima do M7 ainda não foi divulgada.

A Apple também deve oferecer versões M7 Pro e M7 Max ainda em 2027, com um possível M7 Ultra chegando em 2028. A largura de banda desses modelos deve ser proporcionalmente maior: o M7 Pro pode chegar a 480 GB/s, segundo estimativas do mercado.

Reestruturação do roadmap acelera chips focados em IA

A decisão de pular o M6 Pro e o M6 Max é uma mudança significativa na estratégia de chips da Apple. Pela primeira vez desde o M1, a empresa não lançará versões intermediárias e avançadas de uma geração. Em vez disso, a Apple lançará apenas um M6 básico no final de 2026, com 200 GB/s de largura de banda e até 12 núcleos de GPU. Esse chip deve equipar o MacBook Pro de 14 polegadas, mas terá vida útil curta, já que o M7 deve sucedê-lo em menos de seis meses.

O M7 Pro e o M7 Max, previstos para o fim de 2027, devem equipar modelos mais caros, como MacBook Pro de 16 polegadas, Mac Studio e Mac mini. O M7 Ultra, com lançamento estimado para 2028, deve aparecer em workstations de alto desempenho.

Apple Intelligence como motor da mudança

A reestruturação do roadmap reflete a prioridade da Apple em expandir o Apple Intelligence para sua base instalada de mais de 25 bilhões de dispositivos. Até agora, o processamento de IA local era viável apenas em chips da linha Pro e Max, que têm maior largura de banda e mais memória unificada. Com o M7, a Apple torna o Apple Intelligence acessível a uma fatia muito maior de seus usuários.

A mudança também tem implicações financeiras. A Apple pode encurtar o ciclo de upgrades ao tornar os chips básicos mais capazes para IA. No lado da oferta, o aumento na largura de banda deve aquecer a demanda por memória de alta largura de banda e avanços em empacotamento de chips.

Concorrência no segmento de IA

O movimento da Apple ocorre em um momento de competição crescente no mercado de chips para IA em PCs. A Qualcomm, com seu Snapdragon X Elite, e a Intel, com Lunar Lake, já ultrapassaram a marca de 45 TOPS de desempenho em IA. O Neural Engine da Apple, que no M4 atinge 38 TOPS, precisará de um salto significativo no M7 para manter a liderança em desempenho de IA local. Os detalhes sobre o desempenho do Neural Engine do M7, no entanto, ainda não foram divulgados.

Fonte
Bloomberg

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