Chevette Elétrico encara a estrada para equipe do Reset testar a moto elétrica 79 Falcon GT
O que era para ser uma ida tranquila para testar uma moto elétrica no sítio se transformou em uma aventura. Gustavo fez um convite de grego e colocou os amigos para dirigirem o Chevette elétrico em uma viagem de 60 km

O que era para ser uma viagem tranquila até o sítio da família se transformou em mais uma aventura com o Chevette elétrico. Gustavo, que pretendia testar uma moto elétrica na festa junina da família, fez um convite de grego. Ele chamou os amigos Lucas e Fagner, da Eforce, para ir com ele, mas com um detalhe. Eles seriam os motoristas. A missão era levar o Chevette elétrico em uma viagem de cerca de 60 km até a cidade de Pararujá, no interior de São Paulo.
Equipe da Eforce assume o volante
A ideia de Gustavo era simples. Ele convidaria os amigos para um churrasco no sítio, mas eles seriam os responsáveis por dirigir o Chevette elétrico até lá. A escolha não foi aleatória. Ambos ajudaram no projeto do carro, mas nunca tiveram a chance de dirigi-lo por muito tempo. Fagner, que ajudou desde o começo, não tem carteira de motorista, então a condução ficou com Lucas.
O trajeto tinha de tudo. Estrada, cidade, subidas íngremes e um trecho de terra para chegar ao sítio. O carro já havia feito um teste de 60 km na estrada para São Roque, quando o pneu do carro de Gustavo estourou. Desta vez, o trajeto foi planejado. O objetivo era validar o projeto em condições variadas e dar aos amigos a experiência de dirigir o Chevette.
Subidas e curvas na estrada com o Chevette
O percurso de 60 km não foi fácil. A estrada tem subidas fortes e curvas fechadas. Lucas, que assumiu a direção, começou a viagem com certa insegurança. Aos poucos, ele foi pegando confiança no carro. A terceira marcha se mostrou suficiente para as subidas. O motor elétrico respondeu bem, mesmo nas rampas mais íngremes. O carro mantém a velocidade sem esforço. O regenerativo, que freia o carro automaticamente ao tirar o pé do acelerador, foi um grande aliado.
O freio, porém, continua sendo o maior problema do projeto. Lucas e Gustavo foram enfáticos ao afirmar que o sistema original do Chevette é ruim. Em uma situação de emergência, a falta de eficiência pode ser perigosa. A equipe já planeja melhorias, incluindo a instalação de um acumulador de vácuo para o sistema de freio hidráulico. O trajeto de 60 km consumiu cerca de 25 V da bateria. O carro partiu com 420 V e chegou com 384 V. O range total estimado é de cerca de 100 V, o que dá uma autonomia em torno de 100 km em uso misto. Apesar do consumo, o desempenho na estrada foi elogiado.
Moto elétrica 79 Falcon GT
A moto elétrica que motivou a viagem também foi testada. A 79 Falcon GT, modelo mais potente da marca, tem um motor de 16.000 W (cerca de 20 cv) e bateria de 84 V. Gustavo já havia recebido a moto e a levou para o sítio para os primeiros testes. A moto é leve, tem suspensão ajustável, freios com ABS e controle de tração. O motor, que fica na região central, transmite a força para a roda traseira por uma corrente.
Durante os testes, Gustavo ficou impressionado com o torque da moto. No modo esporte, ela é agressiva, e o controle de tração ajuda a manter a estabilidade. O freio motor também é um diferencial, permitindo controlar a descida sem usar os freios. A autonomia, segundo a fabricante, pode chegar a 120 km em condições ideais, mas o uso em trilha e acelerações reduzem esse número.
A viagem até o sítio foi um sucesso para o Chevette elétrico. O carro enfrentou estrada, subidas e um trecho de terra sem problemas. O desempenho e a confiabilidade foram comprovados mais uma vez. O freio continua sendo o ponto que precisa de atenção, e a equipe já planeja as próximas melhorias. A experiência de dirigir o Chevette em condições variadas foi positiva para Lucas e Fagner, que agora têm um feedback direto sobre o projeto.




