Reset projeta e constrói um PC "sabor" Mac Mini
Projeto do canal recria o computador compacto da Apple, mas software ainda é uma dificuldade

O canal Reset colocou no ar mais um projeto de construção de hardware. Desta vez, a missão foi criar um “quase Mac Mini”. A ideia surgiu da vontade de ter um computador compacto, com visual inspirado no famoso dispositivo da Apple, mas com hardware acessível e capacidade para rodar jogos. O resultado é um PC de 17 cm com processador AMD Ryzen 5 8600G, placa-mãe mini-ITX da Asus, 32 GB de memória RAM e SSD de 2 TB. O sistema roda Windows e aguenta títulos competitivos, mas não foi feito para os jogos mais pesados do momento.
Inspiração no Mac Mini
O projeto começou com a ideia de criar um computador pequeno e poderoso, inspirado no design do Mac Mini da Apple. Gustavo, do Reset, escolheu uma placa-mãe Asus ROG Strix B650E-I Gaming WiFi no formato mini-ITX, que mede apenas 17 x 17 cm. O processador escolhido foi o AMD Ryzen 5 8600G, uma APU com gráficos integrados Radeon 760M. A memória é composta por 32 GB Corsair Vengeance DDR5 a 6400 MT/s, e o armazenamento ficou por conta de um SSD Corsair MP600 Elite de 2 TB.
A fonte de alimentação é um Pico PSU, um pequeno conversor que transforma a entrada de 12 V em corrente contínua nas tensões exigidas pelos componentes. O dispositivo foi conectado a uma fonte externa de 12 V, assim como o Mac Mini original. A escolha da Pico PSU foi a grande aposta do projeto, pois permite eliminar a fonte de alimentação tradicional, que ocuparia muito espaço.
A modelagem e impressão do case
O case foi modelado em 3D para se parecer com o Mac Mini. O original da Apple mede 12,7 cm de lado, mas o projeto do Reset ficou com 17 cm, para acomodar a placa-mãe mini-ITX. A impressão foi feita em PETG e levou cerca de 10 horas. A peça foi lixada e pintada nas cores preta e prata, imitando o visual do dispositivo da Apple.
O logo da maçã foi recortado com uma máquina a laser a partir de um adesivo e aplicado na parte superior. O case tem aberturas para a entrada de ar na parte inferior, a saída de ar na parte traseira e conexões para as portas USB, HDMI e áudio. A peça de baixo não recebeu o mesmo acabamento, pois fica pouco visível. O resultado final foi descrito como “tijolão” e mais parecido com um projetor do que com um Mac Mini, mas o conceito agradou.
Ssurpresa com a fonte Pico PSU
O maior temor do projeto era a fonte Pico PSU, que precisaria alimentar o processador e os demais componentes. Em testes de estresse com o processador a 100%, o consumo ficou em torno de 66 W. A placa de vídeo integrada consumiu cerca de 51 W em testes com o FurMark. O sistema se manteve estável e não desligou, mesmo em picos de uso.
O desempenho do Ryzen 5 8600G é suficiente para rodar Counter-Strike a mais de 100 FPS e Doom Eternal com boa fluidez. Em Cyberpunk 2077, o sistema enfrentou dificuldades. Com resolução 1440p e gráficos no alto, o jogo ficou travado. Já em 007 First Light, o game rodou a cerca de 29 FPS com configurações baixas e upscaling ativado, o que é considerado jogável, mas com limitações.
O “quase Mac Mini” que roda Windows
O sistema operacional escolhido foi o Windows, pois a instalação do macOS em processadores Ryzen da série 8000 ainda não é possível. A ideia de ter um sistema Apple rodando em hardware PC precisou ser abandonada. A equipe brincou que o projeto se tornou uma “edição galeria Pagé” do Mac Mini, uma referência aos falsos iPhones que rodavam Android vendidos na famosa galeria de São Paulo.
Apesar de não ter o sistema da Apple, o “quase Mac Mini” cumpre seu papel. Ele é compacto, silencioso e capaz de rodar jogos competitivos e tarefas do dia a dia. O projeto mostrou que é possível montar um PC pequeno com peças acessíveis e um pouco de criatividade.




