Mobilidade

Fim do sonho? Chevette Elétrico queima no teste do dinamômetro

O projeto do Chevette Elétrico passou por um dos momentos mais tensos desde o início da conversão, durante testes na ACF Performance

O Chevette Elétrico foi levado ao dinamômetro para medir sua potência e torque. O local era a oficina do Ricardinho, a ACF Performance. A expectativa era alta. O carro já havia mostrado desempenho na pista, e a equipe queria números precisos. O que era para ser um dia de celebração, no entanto, terminou em frustração. Uma falha na desaceleração fez o motor continuar girando mesmo após o corte da ignição, gerando uma corrente reversa que danificou o inversor WEG. A explosão foi ouvida e sentida por todos.

A preparação e o teste na ACF Performance

O Chevette foi colocado no dinamômetro. A equipe liderada por Gustavo se preparou para medir a potência e o torque do motor elétrico. O carro foi calibrado, e a terceira marcha foi escolhida para o teste. O sistema de freio motor (regenerativo) não foi ativado. O objetivo era medir o pico de potência sem interferências.

O dinamômetro foi calibrado para 3.000 RPM. Gustavo deu a primeira acelerada. A leitura foi baixa. O motor elétrico parecia não entregar toda a potência. Uma segunda tentativa foi feita, com aceleração total. O carro atingiu 6.000 RPM, e o motor começou a girar em alta rotação. A inércia do volante do motor, acoplado ao câmbio do Chevette, manteve o giro mesmo após o corte da ignição. A situação era inusitada. Em um carro a combustão, o motor para quando a ignição é cortada. No Chevette elétrico, o volante de inércia continuou girando, gerando energia que retornou ao inversor.

Explosão no Chevette Elétrico

O inversor WEG que controla o motor elétrico foi submetido a uma tensão reversa. A eletrônica de potência, composta por módulos IGBT, não suportou o pico e explodiu. O barulho foi alto, e a equipe viu fumaça saindo do componente. O teste foi interrompido imediatamente. O carro foi desligado, e a equipe começou a avaliar os danos.

Gustavo explicou o que aconteceu. O inversor detectou um curto e desligou a parte de potência. Ao tentar religar, ele desativou a proteção, e os IGBTs não estavam mais isolando a corrente. A energia da bateria de 400 V foi direto para o motor, causando a explosão. A peça queimada é um módulo IGBT específico da WEG, que pode ser substituído. O custo de reparo, no entanto, ainda é desconhecido.

O componente danificado é o módulo IGBT do inversor WEG. O IGBT é um transistor de potência que controla a corrente que alimenta o motor. Quando o motor gerou corrente reversa, os IGBTs foram danificados. O reparo pode ser feito de duas formas. A primeira é acionar o suporte da WEG. A segunda é buscar ajuda de especialistas que já repararam esse tipo de componente. Gustavo pediu ajuda à comunidade. Ele quer encontrar alguém que já tenha reparado inversores WEG e possa orientar a equipe.

O que acontece com o Chevette Elétrico agora?

O projeto do Chevette Elétrico está pausado. A equipe precisa do inversor funcionando para continuar os testes. A prioridade agora é reparar ou substituir o inversor. Gustavo está em contato com vários grupos de entusiastas e engenheiros. Ele também pediu ajuda nos comentários do vídeo, na esperança de encontrar uma solução rápida. O plano é não desistir. O Chevette Elétrico já percorreu 60 km, fez burnout em duas rodas, e mostrou que o conceito funciona. O próximo passo é reforçar o câmbio, instalar a BMS definitivamente, e, agora, reparar o inversor. O projeto continua. A equipe do Reset não vai desistir.

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

Botão Voltar ao topo

Descubra mais sobre Reset

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo