Mobilidade

Chevette Elétrico volta a andar com inversor novo da WEG e equipe descobre que potência estava limitada

A WEG enviou um inversor de cortesia após o primeiro explodir durante os testes. A equipe foi à Buscarioli configurar o novo componente e descobriu que o parâmetro de torque estava limitado

O Chevette Elétrico voltou a andar. Após semanas parado por causa da explosão do inversor durante os testes no dinamômetro, a equipe do Reset recebeu um inversor novo da WEG. O componente foi enviado como cortesia, sem custo para o projeto. A entrega foi feita na Buscarioli, assistência técnica que vem ajudando o projeto desde a queima do primeiro equipamento. A equipe se reuniu para configurar o novo inversor, descobrir o que deu errado no anterior e, se possível, extrair mais potência do motor.

A WEG envia inversor de cortesia e equipe se reúne na Buscarioli

A WEG acompanhou a repercussão do projeto e decidiu enviar um inversor novo após o primeiro explodir. O equipamento chegou embalado e lacrado, acompanhado de todos os conectores e acessórios necessários para a instalação. Gustavo recebeu a notícia por telefone. A empresa não tinha obrigação de fornecer o componente, mas a pressão da comunidade nos comentários e nas redes sociais surtiu efeito. O time de engenharia da WEG, liderado por Gustavo, entrou em contato e ofereceu o inversor de cortesia.

A equipe se reuniu na Buscarioli com a presença do César, do Laert, do Lucas e do Renan. O clima era de expectativa. O inversor novo foi aberto ao vivo, e o César revisou o esquema de ligação desenhado à mão por Gustavo, que virou piada entre os presentes. O engenheiro confirmou que a pré-carga e a fiação de potência estavam corretas e destacou a qualidade dos cabos e a proteção dos barramentos com termorretrátil.

Descoberta: torque limitado a 125% e potencial para triplicar a potência

A grande revelação do dia foi sobre a limitação de torque do inversor. O César abriu o software de parametrização e mostrou o valor configurado: 125%. Esse é o padrão de fábrica. O parâmetro define a corrente máxima que o inversor pode entregar ao motor. Com 125%, o inversor estava limitado a cerca de um terço de sua capacidade total. Isso explicava os 10 kg de torque medidos no dinamômetro, muito abaixo dos 30 kg esperados.

O César explicou que o parâmetro pode ser ajustado para liberar mais potência. Em aplicações industriais, esse ajuste é comum para atender demandas específicas de torque. No caso do Chevette, a elevação do limite pode multiplicar a força do motor. A equipe pretende testar valores mais altos, mas com cautela. O aumento do torque exige atenção ao restante do conjunto: câmbio, diferencial, pneus e bateria.

BMS: célula drenada e fornecedor chinês desaparece

Enquanto o inversor voltou a funcionar, a BMS continua sendo o ponto frágil do projeto. Gustavo deixou a BMS ligada por uma semana com todos os conectores conectados. Ao verificar o estado da bateria, descobriu que uma célula, a de número 61, havia descarregado de 4,1 V para 3,7 V. Todas as outras células permaneceram em 4,1 V. Se a BMS tivesse ficado ligada por mais duas semanas, a célula poderia ter sido danificada permanentemente.

O problema ocorreu no mesmo módulo que já havia dado defeito antes. Gustavo entrou em contato com o fornecedor chinês, que não respondeu. O fabricante não gravou as IDs de comunicação CAN conforme solicitado pela FTec, e agora ignora os pedidos de suporte. A equipe avalia substituir a BMS por módulos menores e desenvolver uma central própria com ESP32 para unificar a leitura e enviar os dados à FTec.

Teste na rua: Chevette responde com mais torque e força

Com o inversor novo e os parâmetros ajustados, a equipe levou o Chevette para a rua. O carro ligou de imediato. A primeira impressão foi de mais torque e resposta. Em segunda marcha, o motor puxou 300 A de corrente, contra os 80 A de magnetização. Em terceira, a corrente chegou a 340 A. A tensão da bateria caiu de 410 V para 380 V sob carga, dentro do esperado.

Gustavo acelerou em uma subida e sentiu a diferença. O carro desenvolveu velocidade com facilidade, mesmo com passageiros a bordo. O freio continua sendo o ponto fraco: o pedal é baixo e a proximidade com o acelerador pode causar acionamentos simultâneos. A suspensão também está comprometida, com barulhos e batidas. Ainda assim, o veredito foi positivo. O Chevette voltou a andar e, segundo Gustavo, está mais forte do que antes.

Planos futuros: churrasco, pagode e a corrida contra o Uno

A equipe da Buscarioli e da WEG foi convidada para um churrasco no estúdio. O César, que toca pagode, ficou responsável pela música. A ideia é comemorar a volta do Chevette e fortalecer a parceria. Enquanto isso, o Uno elétrico do Letra Jota segue na oficina. O carro explodiu novamente durante os testes, e a equipe ainda não sabe quando estará pronto para a corrida.

Gustavo mantém a promessa: prefere quebrar a perder. A frase virou lema do projeto. O Chevette está de volta, mais forte, e a corrida contra o Uno continua marcada. Só falta o Uno ficar pronto.

Agradecimentos

A equipe do Reset agradece à WEG pelo inversor de cortesia, à Buscarioli pelo suporte técnico e ao César, Laert, Lucas e Renan pela ajuda na configuração. O projeto também agradece aos espectadores que pressionaram a WEG nas redes sociais e tornaram possível a reposição do equipamento.

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