Reset modifica notebook gamer com refrigeração a água
O canal Reset tentou transformar um notebook com i7 e RTX 3070 em uma máquina refrigerada a água.

O canal Reset colocou à prova uma ideia que muitos já tiveram: e se eu refrigerasse meu notebook com água? Gustavo, que possui um notebook com processador Intel Core i7 e placa de vídeo RTX 3070, decidiu testar na prática se é possível melhorar o desempenho e reduzir as temperaturas com um sistema de refrigeração líquida caseiro. O experimento teve duas fases: uma com blocos de alumínio diretamente sobre a CPU e a GPU, e outra com o dissipador original mantido e a água circulando sobre ele.
O notebook Aorus i7 com RTX 3070
O notebook usado no teste não é dos mais recentes, mas ainda é potente, da marca Aorus. Ele tem um processador Intel Core i7 e uma placa de vídeo RTX 3070. O problema, como em quase todos os notebooks gamers, é o calor. A alta densidade de componentes em um espaço reduzido faz com que as temperaturas subam rapidamente. O dissipador é compartilhado entre CPU e GPU, o que significa que o calor de um componente afeta o outro.
Os testes iniciais, sem nenhuma modificação, mostraram temperaturas de até 90°C na CPU durante benchmarks e jogos. O notebook esquentava a ponto de ser desconfortável para uso no colo. A ventoinha funcionava em alta rotação, gerando ruído considerável.
Tentativa 1: resfriamento direto dos chips (e o fracasso)
A primeira ideia foi remover o dissipador original e colocar blocos de alumínio diretamente sobre a CPU e a GPU. A equipe modelou e imprimiu suportes em 3D para fixar os blocos no lugar. O resultado foi desastroso. Os benchmarks de processador mostraram queda de desempenho em todos os testes. O notebook desligou durante o teste de estresse com a GPU. A temperatura da CPU caiu significativamente, mas o hotspot da GPU chegou a 106°C. A conclusão foi clara: refrigerar apenas os chips principais não é suficiente. Os componentes ao redor, como VRMs e memórias, superaquecem e causam perda de desempenho e instabilidade.
Tentativa 2: watercooler sobre o dissipador original
Inspirado no projeto Ice Mod da Avel, a equipe decidiu tentar uma abordagem diferente. Em vez de remover o dissipador original, a ideia foi mantê-lo e adicionar blocos de alumínio sobre ele. A água circularia pelos blocos, resfriando o dissipador como um todo. A solução mantém a refrigeração de todos os componentes e adiciona uma camada extra de resfriamento.
O resultado foi melhor, mas ainda problemático. A temperatura da CPU em teste de estresse caiu drasticamente, e os clocks ficaram mais altos. No entanto, o notebook continuou instável em jogos, com o Cyberpunk 2077 fechando repetidamente. A conclusão é que o sistema de refrigeração do notebook não foi projetado para lidar com a remoção do dissipador original, mesmo com a água circulando. Os ganhos de desempenho foram modestos, e a estabilidade do sistema foi comprometida.
O que a água trouxe de benefício?
A principal vantagem foi a redução drástica de temperatura. A CPU, que antes chegava a 90°C, agora operava em torno de 50°C durante os testes de estresse. A GPU também viu uma queda significativa. Isso resultou em uma jogabilidade mais consistente, com menos quedas de FPS causadas por thermal throttling. No entanto, o ganho de desempenho bruto foi pequeno. O notebook ainda estava limitado pelo seu hardware mobile, e a água não conseguiu desbloquear um desempenho muito maior.




